Durante o século de XVIII, alguns fazendeiros vieram paras
algumas cidades paulistas, incluindo Campinas, a fim de plantar a
cana-de-açúcar e montar na região engenhos para a produção do açúcar. A
mão-de-obra utilizada era a de escravos e a produção do açúcar, que era
principal atividade econômica, continuou até o final deste século, sendo mais
tarde, substituído pelas plantações de café. Com o rápido avanço das lavouras
cafeeiras, houve também uma pequena modernização principalmente nas áreas de
transporte de materiais e mão-de-obra. Na região próxima as fazendas, começaram
a surgir vilas e dessa maneira a cidade foi se formando. Por esses motivos,
pode-se dizer que a cidade de Campinas não foi planejada, assim como a cidade
de Ouro Preto em Minas Gerais, onde se teve maior importância para extração de
ouro.
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| Cidade de Ouro Preto em 1888 |
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| Mapa de Campinas em 1900 |
Ouro Preto, ex-Vila Rica, foi uma cidade que se formou a com a
fusão de arraiais de bandeirantes paulistas que buscavam o ouro encontrado nos
rios da região, assim como vários nativos para serem escravizados e usados como
mão-de-obra. Essa junção originou a cidade de Vila Rica, recebendo esse nome
pela grande quantidade de ouro encontrada na área da vila. Por ter se formado
com a união dessas pequenas vilas é correto afirmar que a cidade não teve
nenhum planejamento, no entanto, pode-se perceber um agrupamento de moradias no
entorno das igrejas que ali foram construídas.
Observando os mapas das cidades acima, percebe-se que a
cidade de Campinas apesar de não ter planejamento, possui certa organização
quando comparada com Ouro Preto. O agrupamento de moradias, se forma entre as
áreas mais elevadas, já que o relevo não permite que a cidade tenha uma boa
organização, como mostra o primeiro mapa.


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